Assisti sem querer ao primeiro episódio de mais uma extensão de Malhação, chamada Três Irmãs. Você pensa que haverá um tema interessante apesar do clima ser "galerinha de praia", porque os escritores já possuem alguma experiência, e se depara com um lixo sem igual...
As cenas daquele ator playboyzinho que faz o filho da Maitê Proença e se acha o tal (não lembro o nome dele), surfando, mesmo pra quem não é surfista, é patético. A câmera alternou os takes pra tentar disfarçar a marola que ele estava pegando e não conseguiu. Como se não bastasse, outra câmera filma um amigo seu, playboyzão também, modelão, batendo palmas e aprovando que nem uma criança, só pra dar alguma ênfase naquela cena perdedora. Gostaria de ouvir comentários de surfistas acerca disso, porque realmente...
Mas a estupidez novelística não pára por aí. Além de diálogos fraquíssimos e tramas que não se combinam, os personagens causam risos num guardião londrino. Tato Gabus tentando fazer um italiano, é naquele mesmo esquema "Ma che...?", como se todo italiano juntasse as mãos pra se expressar da mesma forma. Cenas hilárias, como a do carinha caindo da escada não teve como ser pior representada, além da cidade montada que não se cansa de ser a mesma. Num clima de cidade bem interiorana, passa um garoto com sua prancha de surf, como se a praia fosse logo ali... putz
Outro fiasco foi a suposta luta de Tae-kwon-do entre mulheres. Altas porradas e aparece as patricinhas gritando "Iééé" e pulando, como fosse um show, ou um clubinho Disney (o que a Globo nunca deixou de ser para adolescentes). A tentativa de fazer cara de mal das "atrizes" é das mais engraçadas. Rangendo os dentes, naquela atitude completamente americano-colegial-infantil, e pra terminar ainda temos a surpresa do magistral golpe Matrix! É de lascar... Como As Panteras, a heroína do ringue corre e dá aquela escalada de pés no corpo da adversária, culminando com um mortal pra trás e nocauteando sem nem ter acertado!
No meu último comentário sobre essa abertura, temos uma gangue de caras maus e engraçadinhos que têm por objetivo tomar a ilha. Imagine dois personagens gordinhos idiotas, e uma mulher (que precisa ser esperta, a cabeça do grupo), tentando parecer maus e atrapalhados nas tiragens mais horríveis da história dessa emissora! Chamar esses pastelões de artista é uma verdadeira comédia e não a novela em si.
Olha, vou te falar... Se for pra escrever um roteiro de merda desses e ganhar dinheiro, me contratem. Faço isso virar ouro em um dia! Melhor não... talvez eu estrague o ibope acefálico que a Globo tanto precisa. Depois dizem que vender uma pintura pastada em merda (como aconteceu na Europa) por 1 milhão de dólares é coisa de doente. Eu também acho, mas o Brasil não é recordista só lá fora...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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