terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Retorno da Cedae

Episódio VI

Após 4 anos sem enfrentar as forças rebeldes
comunitárias que exigem da CEDAE uma participação
mais ativa em seus municípios, finalmente o
império dos vazamentos subterrâneos está de volta
para cumprir com o recado político de final de
mandato...

O Império dos Vazamentos volta à cidade do Rio de
Janeiro, que até então se enganava ao pensar que
agentes da prefeitura se engajavam apenas na
árdua tarefa de cortar grama. As obras faraônicas
do Império destroem partes do asfalto da morte e
cavam a fundo para mostrar seu serviço ao Milorde
Maia.

Em face a tudo isso, as forças rebeldes comunitárias
se dividem entre aqueles que acham que essas obras
fazem parte de um novo começo para candidaturas e
aqueles que têm certeza que fazem parte de um novo
começo para candidaturas. As forças, dividas entre
axismos e certezas, fraquejam novamente e preparam-se
para votar mais uma vez na centenária máquina do mal
que prepara seres de outros planetas, como Solange
Amaral, a eterna Jandira, Eduardo Paes e ecos
distantes e engraçados como Guaraná e Painho.

A urna de votos abre sua cúpula para abocanhar votos
de um povo de ursinhos bonachão que dão tudo de si
para acreditar que suas "armas" polivalentes fazem
alguma diferença no espaço infinito de mentes vazias.

Na era mais negra do Sistema Escorial, as obras nos
subterrâneos se encerram e fica-se na espera do
que poderá acontecer de novo nos bairros locais.
Sem esperanças e desiludida, parte da força deseja
migrar para os States, lugar do maior tirano do Mal,
mil vezes superior a Milorde Maia, que detém o poder.
Nos States, as forças rebeldes comunitárias deparam-se
com empregos de garçom e faxineiro, lugares definitivos
da morada de um brasileiro acéfalo, mas que pensa que
pelo menos lá o tutu (moeda cérebro-espacial) é mais
garantido.

Após a ilusão das obras da poderosa CEDAE, o povo então
retorna às urnas, e finge que uma nova e importante saga
terá início...

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