Muito tempo sem escrever...
Continuam os problemas com o serviço VELOX aqui em casa. Estava pra cancelar a assinatura, mas preciso checar se os cabos permitem a conexão com boa velocidade. É um saco isso, nunca se sabe o que fazer. É preciso ficar catando informação com os amigos porque os bolhas que te atendem só querem coçar o saco e responder o trivial.
Por isso este paizinho vive encostado. O povo latino-americano é um povo preguiçoso e sem dedicação e objetividade nas coisas que faz. Você vê sujeira nas ruas, muros pichados, nego jogando lata pra fora do ônibus. Sempre que se precisa é mal informado das coisas, porque no mundinho dos encostados, eles servem pra ficar ganhando "dinheirinho" e ir "levando" a vida. A democracia do Brasil é muito pacífica pro meu gosto.
É esta doença que gostaria de ver varrida, começando pelo Rio de Janeiro. Mudaria até o título do blog.
Voltei!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Alquimia Nacional
Em épocas de escassez e miséria, período que representa uma eternidade em nosso país, vemos as pessoas levantarem as mãos para os céus, para os amuletos e tudo quanto é adivinhação futura, porque a vida, bestial, impassível, cruel, está sempre em seus piores dias e empurra a massa para a borda do além, para tentarem ver através do véu o que seus deuses estão tramando.
Engraçado é que os problemas nunca encontram origem em suas estupidezas, em suas negligências com o trabalho e a família, com o aprendizado... Daí entra o charlatão, que desce dos céus nas cores do arco-íris e vem até o falido de alma para dizer que do pó negro das necessidades, virá o ouro. O alquimista nacional não tem a menor pretensão de forjar um grande truque aos olhos famintos da massa. Tudo o que ele faz será novidade, e toda novidade se converterá em ouro!
O que falta de real ao necessitado, cresce em fantasia. Tudo o que puder ser explorado, será retornado. E o ouro virá dos pobres, quando eles nem sabiam que têm! Trazendo esse contexto superficial para a realidade, vemos na Tv o casal de mãos dadas e bem vestido, dizendo que a partir da comunhão que fizeram na Igreja Universal, que agora eles prosperaram, que agora eles têm trabalho e carro na garagem. Abramos as portas do Universal charlatanismo e pensamos que dentre milhares de fiéis um casal pode ter sido um dos usados para dar fôlego à crença, sendo que uma igreja tão poderosa quanto essa pode se dar ao luxo de pagar o fiél e usá-lo por uns meses só pra ele ir lá e fazer uma propaganda "sem compromisso". É um truque fácil: O irmão é acionado por uma empresa que lhe sorri e o quer para presstar um serviço. Pode ser uma empresa que acredita em Deus. Paga-se bem esse otário. Dà-se-lhe um benefício extra, um ombro amigo por uns meses, e ele fica cozinhando nessa panela. Tendo uma condição melhor e filiado à igreja, é custo zero prestar seu testemunho a hora que ela precisar. A Universal estala o dedo, e o recém-abençoado vai sem hesitar. O que o otário não saca é que a empresa que o contratou é uma parceira da Universal. E isso fica tão oculto quanto as testemunhas que ainda estão em espera das bênçãos que viu na Tv. Esses fracassados pra Universal, ainda não gritaram o suficiente pra Deus ouvir, exigiram pouco, ou não foram ao culto dos 318 (quão específicos!). O miserável azarento não precisa existir para as câmeras. Vai dar depoimento de quê? De que outro dia seu cachorro magro encontrou comida e isso foi pela graça de Deus? Cai fora! E sendo as câmeras o mundo que o fiel dopado abraça, logo está construído o céu perfeito dos fiéis que ofertaram e aconteceram, e agora estão justificados pela lente do broadcast divino.
Claro que ninguém da Universal acredita no que eu falo, porque esse texto é satânico demais e tem mensagem cifrada. Cada parágrafo aqui, resultado, vai dar exatamente 666!
É isso! As pessoas querem testemunhos de vida, querem atribuir toda glória a Deus, sem precisar perceber em que antro estão metidas! É isso, é sensacional a fórmula! Não pega nada pra quem é dono do negócio. E depois todos se regozijam com o crescimento de vários no meio evangélico. CDds de cantores, de firmas, programas de rádio, deputados... Claro, porque onde tem dinheiro, tem prosperidade, e quem prospera é abençado de Deus!
Por que sempre caio na Universal? Oh Deus... Mas continuemos com a cultura latina dos derrotados...
Paralelo a isso, temos a Loteria, a Tele-Sena, Mega-Sena, etc, onde alguns babacas ganham dinheiro e pela fezinha deles, precisam se vender ao marketing e dizer: "Olha, eu comprei e deu certo. Vale a pena acreditar!". E fica brandindo o talão como um verme que recebeu alguma graça. Claro! Um sempre vai ganhar. Vai ganhar o dinheiro dos milhares envolvidos. Por trás é só um sistema de sorteio de números!! Percebe a ilusão? Tentar, tentar, tentar porque um dia você vai conseguir! Pode-se apostar todo o dinheiro ganho, que você não ganha novamente. Tranquilo. Para os donos do poder alquímico basta transmutar a vida em sorte. Para isso, basta aparecer um ganhador para os céus se abrirem. Num país de pobres isso é a isca perfeita porque cria fantasias suficientes para mover a massa vazia de si mesma.
O Brasil é feito disso: pessoas arrasadas, mas com o contentamento da ilusão, com a necessidade de acreditar na exploração invisível, enquanto uns poucos mais espertos aprendem como lidar com a sede supérflua. Não há tanto amor assim na sua igreja, meu querido. Há burros e espertos. Tire o dinheiro dos seus pastores e você vai ouvir suas blasfêmias. O alquimista nacional não busca favorecer seu povo, ele se camufla em suas necessidades vigentes. O alquimista tirando do seu robe um vidro secreto pode espalhar o ouro branco à sua vista, que não é na verdade o pó negro dos seus problemas transformados. É só aquilo que outros entregaram pra ele, em vista do que ele agora vem fazendo com você.
Vamos a uma grande lição, por David Hume [1711-1776]:
"Nenhum homem precisa se desesperar para convencer os outros das suas hipóteses mais extravagantes se tiver arte suficiente para apresentá-las em cores favoráveis".
Engraçado é que os problemas nunca encontram origem em suas estupidezas, em suas negligências com o trabalho e a família, com o aprendizado... Daí entra o charlatão, que desce dos céus nas cores do arco-íris e vem até o falido de alma para dizer que do pó negro das necessidades, virá o ouro. O alquimista nacional não tem a menor pretensão de forjar um grande truque aos olhos famintos da massa. Tudo o que ele faz será novidade, e toda novidade se converterá em ouro!
O que falta de real ao necessitado, cresce em fantasia. Tudo o que puder ser explorado, será retornado. E o ouro virá dos pobres, quando eles nem sabiam que têm! Trazendo esse contexto superficial para a realidade, vemos na Tv o casal de mãos dadas e bem vestido, dizendo que a partir da comunhão que fizeram na Igreja Universal, que agora eles prosperaram, que agora eles têm trabalho e carro na garagem. Abramos as portas do Universal charlatanismo e pensamos que dentre milhares de fiéis um casal pode ter sido um dos usados para dar fôlego à crença, sendo que uma igreja tão poderosa quanto essa pode se dar ao luxo de pagar o fiél e usá-lo por uns meses só pra ele ir lá e fazer uma propaganda "sem compromisso". É um truque fácil: O irmão é acionado por uma empresa que lhe sorri e o quer para presstar um serviço. Pode ser uma empresa que acredita em Deus. Paga-se bem esse otário. Dà-se-lhe um benefício extra, um ombro amigo por uns meses, e ele fica cozinhando nessa panela. Tendo uma condição melhor e filiado à igreja, é custo zero prestar seu testemunho a hora que ela precisar. A Universal estala o dedo, e o recém-abençoado vai sem hesitar. O que o otário não saca é que a empresa que o contratou é uma parceira da Universal. E isso fica tão oculto quanto as testemunhas que ainda estão em espera das bênçãos que viu na Tv. Esses fracassados pra Universal, ainda não gritaram o suficiente pra Deus ouvir, exigiram pouco, ou não foram ao culto dos 318 (quão específicos!). O miserável azarento não precisa existir para as câmeras. Vai dar depoimento de quê? De que outro dia seu cachorro magro encontrou comida e isso foi pela graça de Deus? Cai fora! E sendo as câmeras o mundo que o fiel dopado abraça, logo está construído o céu perfeito dos fiéis que ofertaram e aconteceram, e agora estão justificados pela lente do broadcast divino.
Claro que ninguém da Universal acredita no que eu falo, porque esse texto é satânico demais e tem mensagem cifrada. Cada parágrafo aqui, resultado, vai dar exatamente 666!
É isso! As pessoas querem testemunhos de vida, querem atribuir toda glória a Deus, sem precisar perceber em que antro estão metidas! É isso, é sensacional a fórmula! Não pega nada pra quem é dono do negócio. E depois todos se regozijam com o crescimento de vários no meio evangélico. CDds de cantores, de firmas, programas de rádio, deputados... Claro, porque onde tem dinheiro, tem prosperidade, e quem prospera é abençado de Deus!
Por que sempre caio na Universal? Oh Deus... Mas continuemos com a cultura latina dos derrotados...
Paralelo a isso, temos a Loteria, a Tele-Sena, Mega-Sena, etc, onde alguns babacas ganham dinheiro e pela fezinha deles, precisam se vender ao marketing e dizer: "Olha, eu comprei e deu certo. Vale a pena acreditar!". E fica brandindo o talão como um verme que recebeu alguma graça. Claro! Um sempre vai ganhar. Vai ganhar o dinheiro dos milhares envolvidos. Por trás é só um sistema de sorteio de números!! Percebe a ilusão? Tentar, tentar, tentar porque um dia você vai conseguir! Pode-se apostar todo o dinheiro ganho, que você não ganha novamente. Tranquilo. Para os donos do poder alquímico basta transmutar a vida em sorte. Para isso, basta aparecer um ganhador para os céus se abrirem. Num país de pobres isso é a isca perfeita porque cria fantasias suficientes para mover a massa vazia de si mesma.
O Brasil é feito disso: pessoas arrasadas, mas com o contentamento da ilusão, com a necessidade de acreditar na exploração invisível, enquanto uns poucos mais espertos aprendem como lidar com a sede supérflua. Não há tanto amor assim na sua igreja, meu querido. Há burros e espertos. Tire o dinheiro dos seus pastores e você vai ouvir suas blasfêmias. O alquimista nacional não busca favorecer seu povo, ele se camufla em suas necessidades vigentes. O alquimista tirando do seu robe um vidro secreto pode espalhar o ouro branco à sua vista, que não é na verdade o pó negro dos seus problemas transformados. É só aquilo que outros entregaram pra ele, em vista do que ele agora vem fazendo com você.
Vamos a uma grande lição, por David Hume [1711-1776]:
"Nenhum homem precisa se desesperar para convencer os outros das suas hipóteses mais extravagantes se tiver arte suficiente para apresentá-las em cores favoráveis".
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Três Irmãs - novela para idiotas
Assisti sem querer ao primeiro episódio de mais uma extensão de Malhação, chamada Três Irmãs. Você pensa que haverá um tema interessante apesar do clima ser "galerinha de praia", porque os escritores já possuem alguma experiência, e se depara com um lixo sem igual...
As cenas daquele ator playboyzinho que faz o filho da Maitê Proença e se acha o tal (não lembro o nome dele), surfando, mesmo pra quem não é surfista, é patético. A câmera alternou os takes pra tentar disfarçar a marola que ele estava pegando e não conseguiu. Como se não bastasse, outra câmera filma um amigo seu, playboyzão também, modelão, batendo palmas e aprovando que nem uma criança, só pra dar alguma ênfase naquela cena perdedora. Gostaria de ouvir comentários de surfistas acerca disso, porque realmente...
Mas a estupidez novelística não pára por aí. Além de diálogos fraquíssimos e tramas que não se combinam, os personagens causam risos num guardião londrino. Tato Gabus tentando fazer um italiano, é naquele mesmo esquema "Ma che...?", como se todo italiano juntasse as mãos pra se expressar da mesma forma. Cenas hilárias, como a do carinha caindo da escada não teve como ser pior representada, além da cidade montada que não se cansa de ser a mesma. Num clima de cidade bem interiorana, passa um garoto com sua prancha de surf, como se a praia fosse logo ali... putz
Outro fiasco foi a suposta luta de Tae-kwon-do entre mulheres. Altas porradas e aparece as patricinhas gritando "Iééé" e pulando, como fosse um show, ou um clubinho Disney (o que a Globo nunca deixou de ser para adolescentes). A tentativa de fazer cara de mal das "atrizes" é das mais engraçadas. Rangendo os dentes, naquela atitude completamente americano-colegial-infantil, e pra terminar ainda temos a surpresa do magistral golpe Matrix! É de lascar... Como As Panteras, a heroína do ringue corre e dá aquela escalada de pés no corpo da adversária, culminando com um mortal pra trás e nocauteando sem nem ter acertado!
No meu último comentário sobre essa abertura, temos uma gangue de caras maus e engraçadinhos que têm por objetivo tomar a ilha. Imagine dois personagens gordinhos idiotas, e uma mulher (que precisa ser esperta, a cabeça do grupo), tentando parecer maus e atrapalhados nas tiragens mais horríveis da história dessa emissora! Chamar esses pastelões de artista é uma verdadeira comédia e não a novela em si.
Olha, vou te falar... Se for pra escrever um roteiro de merda desses e ganhar dinheiro, me contratem. Faço isso virar ouro em um dia! Melhor não... talvez eu estrague o ibope acefálico que a Globo tanto precisa. Depois dizem que vender uma pintura pastada em merda (como aconteceu na Europa) por 1 milhão de dólares é coisa de doente. Eu também acho, mas o Brasil não é recordista só lá fora...
As cenas daquele ator playboyzinho que faz o filho da Maitê Proença e se acha o tal (não lembro o nome dele), surfando, mesmo pra quem não é surfista, é patético. A câmera alternou os takes pra tentar disfarçar a marola que ele estava pegando e não conseguiu. Como se não bastasse, outra câmera filma um amigo seu, playboyzão também, modelão, batendo palmas e aprovando que nem uma criança, só pra dar alguma ênfase naquela cena perdedora. Gostaria de ouvir comentários de surfistas acerca disso, porque realmente...
Mas a estupidez novelística não pára por aí. Além de diálogos fraquíssimos e tramas que não se combinam, os personagens causam risos num guardião londrino. Tato Gabus tentando fazer um italiano, é naquele mesmo esquema "Ma che...?", como se todo italiano juntasse as mãos pra se expressar da mesma forma. Cenas hilárias, como a do carinha caindo da escada não teve como ser pior representada, além da cidade montada que não se cansa de ser a mesma. Num clima de cidade bem interiorana, passa um garoto com sua prancha de surf, como se a praia fosse logo ali... putz
Outro fiasco foi a suposta luta de Tae-kwon-do entre mulheres. Altas porradas e aparece as patricinhas gritando "Iééé" e pulando, como fosse um show, ou um clubinho Disney (o que a Globo nunca deixou de ser para adolescentes). A tentativa de fazer cara de mal das "atrizes" é das mais engraçadas. Rangendo os dentes, naquela atitude completamente americano-colegial-infantil, e pra terminar ainda temos a surpresa do magistral golpe Matrix! É de lascar... Como As Panteras, a heroína do ringue corre e dá aquela escalada de pés no corpo da adversária, culminando com um mortal pra trás e nocauteando sem nem ter acertado!
No meu último comentário sobre essa abertura, temos uma gangue de caras maus e engraçadinhos que têm por objetivo tomar a ilha. Imagine dois personagens gordinhos idiotas, e uma mulher (que precisa ser esperta, a cabeça do grupo), tentando parecer maus e atrapalhados nas tiragens mais horríveis da história dessa emissora! Chamar esses pastelões de artista é uma verdadeira comédia e não a novela em si.
Olha, vou te falar... Se for pra escrever um roteiro de merda desses e ganhar dinheiro, me contratem. Faço isso virar ouro em um dia! Melhor não... talvez eu estrague o ibope acefálico que a Globo tanto precisa. Depois dizem que vender uma pintura pastada em merda (como aconteceu na Europa) por 1 milhão de dólares é coisa de doente. Eu também acho, mas o Brasil não é recordista só lá fora...
Quem gosta de mortalidade é você...
Quem é que sempre reclama que na Tv só passa desgraça, crianças desaparecidas ou estranguladas pelos pais, ataque a delegacias, etc?
Quem reclama é quem assiste. Assim como para o deprimido, é cômodo falar da droga da vida, assim é o ópio do telespectador revoltado, que prefere ficar ligado nas notícias e comentar do que deixar pra lá.
Nossa opção é desligar a Tv, não comprar o jornal, procurar outras atividades. Se você não pode resolver essa parte do mundo, então não se ligue a ela. Alguns pensam que são santos e assim como acham que precisam comparecer à sua missa, não podem ficar alheios aos acontecimentos. Acham que ficarão insensíveis ou não terão o que comentar na próxima reunião de família ou de bar,
Quanta balela... Notícias assim nunca deixarão de ocorrer. Você, telespectador, só faz alimentar a máquina. Se parassem de dar atenção a notícias de mortalidade, elas milagrosamente (parece) desapareceriam. Seria fantástico, não fosse a escória terrestre ter adotado a Tv como um membro da família...
Quem reclama é quem assiste. Assim como para o deprimido, é cômodo falar da droga da vida, assim é o ópio do telespectador revoltado, que prefere ficar ligado nas notícias e comentar do que deixar pra lá.
Nossa opção é desligar a Tv, não comprar o jornal, procurar outras atividades. Se você não pode resolver essa parte do mundo, então não se ligue a ela. Alguns pensam que são santos e assim como acham que precisam comparecer à sua missa, não podem ficar alheios aos acontecimentos. Acham que ficarão insensíveis ou não terão o que comentar na próxima reunião de família ou de bar,
Quanta balela... Notícias assim nunca deixarão de ocorrer. Você, telespectador, só faz alimentar a máquina. Se parassem de dar atenção a notícias de mortalidade, elas milagrosamente (parece) desapareceriam. Seria fantástico, não fosse a escória terrestre ter adotado a Tv como um membro da família...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Igrejas da Prosperidade
Uma vez tomei um susto ao pensar na pobreza do nosso país. Eu já estou cansado de assistir imagens de crianças brincando em valas negras, mães sentadas em escadas do metrô com aquela mão em concha pra cima, dos meninos de rua, das viúvas lamentosas escorridas nos portões católicos que acobertam um fundo enevoado e tão misterioso quanto esquecido...
Essas imagens já não forçam nosso pensamento. Elas são culturais. Achamos filas de pobres na festa de São João algo comum. Achamos que o sofrimento é deles, e é mesmo. Quem lê este e muitos outros blogs certamente não está em condições de sofrer daquele jeito.
Para derrubar tudo isso entrava em cena, de uns 10 anos pra cá, toda a pompa das igrejas evangélicas do novo século, cujos apresentadores hoje em dia não fazem nem mais menção de esconder a prataria e a ourivesaria como pertences. Chega ao ponto do escândalo, quando se ouve falar dos "bispos" da RENASCER e suas propriedades. Coitados... imagino que lá eles deviam cuidar de um bando de pessoas carentes... ha ha Era patético a tentativa de suas explicações naqueles programas de TV tipo Sônia Brandão, onde a popularidade é alta e as mentes se esforçam pra desenhar um círculo.
E então, desses 10 anos pra cá fiquei abismado como a pobreza cresceu, mas agora... dentro da riqueza! Não é de admirar quando paramos pra pensar quantas pessoas estão encantadas com o Senhor Jesus Cristo, o redentor, o papa dos negócios - segundo uns best-sellers de bosta, que faz prosperar nos negócios e coloca carro na sua garagem. Essa prosperidade se ergue para falir um õrgão principal: a mão.
A mão é um órgão de ajuda e muitas vezes serve pra tirar uma pessoa da lama, pra dar um aperto forte quando alguém precisa. Esse órgão passou a ser usado para levar dinheiro ao altar, depois levantar as mãos aos céus, e depois esticar pra receber de volta esse dinheiro duplicado. Eu não sei porque eu não poderia chamar algum fundo de aplicação de Minha Igreja... que é a mesma coisa.
A pobreza agora é espiritual, a horda de crentes é ao mesmo tempo uma horda de porcos que choram sua inutilidades, tocam seu coração e lamentam que não são nada comparados ao esplendor divino. Esses porcos nunca se ajoelhariam em um chiqueiro se lhes coubesse, porque não convivem em um. Eles estão acostumados a entrar no palácio de tapete vermelho e ali, com a esperança da troca da prosperidade, inflingirem algum aspecto, trocarem um soneto de choro com os céus para serem ouvidos.
As Igrejas da Prosperidade pra mim superaram meu conhecimento de pobreza. Jamais vi tanta lama camuflada em ouros, gravatas, clamores. Essas escórias nunca são flagradas tentando entender um lado humano chamado: baixa renda. Que não significa pobreza e não significa infelicidade! E se fosse, seria melhor ser infeliz com a certeza de uma vida injusta que a felicidade dos tolos que se apóiam na massa para compartilhar o que não sabem. Não sabem de onde vieram, não sabem pra quem reclamar, não sabem se vão votar, não sabem aonde vai dar a vida... tudo o que sabem é que só Deus sabe. Esse tipo de gente só serve pra fazer os homens do negócio prosperarem. Elas não enriquecem Deus, e nem se enriquecem de Deus. Elas só servem pra pastar o que está estirado pra elas. Elas não passam da cerca, porque é cômodo, como para todo rebanho, abaixar a cabeça e esperar de Deus a sombra, a água e, claro, o condutor... o pastor.
Essas imagens já não forçam nosso pensamento. Elas são culturais. Achamos filas de pobres na festa de São João algo comum. Achamos que o sofrimento é deles, e é mesmo. Quem lê este e muitos outros blogs certamente não está em condições de sofrer daquele jeito.
Para derrubar tudo isso entrava em cena, de uns 10 anos pra cá, toda a pompa das igrejas evangélicas do novo século, cujos apresentadores hoje em dia não fazem nem mais menção de esconder a prataria e a ourivesaria como pertences. Chega ao ponto do escândalo, quando se ouve falar dos "bispos" da RENASCER e suas propriedades. Coitados... imagino que lá eles deviam cuidar de um bando de pessoas carentes... ha ha Era patético a tentativa de suas explicações naqueles programas de TV tipo Sônia Brandão, onde a popularidade é alta e as mentes se esforçam pra desenhar um círculo.
E então, desses 10 anos pra cá fiquei abismado como a pobreza cresceu, mas agora... dentro da riqueza! Não é de admirar quando paramos pra pensar quantas pessoas estão encantadas com o Senhor Jesus Cristo, o redentor, o papa dos negócios - segundo uns best-sellers de bosta, que faz prosperar nos negócios e coloca carro na sua garagem. Essa prosperidade se ergue para falir um õrgão principal: a mão.
A mão é um órgão de ajuda e muitas vezes serve pra tirar uma pessoa da lama, pra dar um aperto forte quando alguém precisa. Esse órgão passou a ser usado para levar dinheiro ao altar, depois levantar as mãos aos céus, e depois esticar pra receber de volta esse dinheiro duplicado. Eu não sei porque eu não poderia chamar algum fundo de aplicação de Minha Igreja... que é a mesma coisa.
A pobreza agora é espiritual, a horda de crentes é ao mesmo tempo uma horda de porcos que choram sua inutilidades, tocam seu coração e lamentam que não são nada comparados ao esplendor divino. Esses porcos nunca se ajoelhariam em um chiqueiro se lhes coubesse, porque não convivem em um. Eles estão acostumados a entrar no palácio de tapete vermelho e ali, com a esperança da troca da prosperidade, inflingirem algum aspecto, trocarem um soneto de choro com os céus para serem ouvidos.
As Igrejas da Prosperidade pra mim superaram meu conhecimento de pobreza. Jamais vi tanta lama camuflada em ouros, gravatas, clamores. Essas escórias nunca são flagradas tentando entender um lado humano chamado: baixa renda. Que não significa pobreza e não significa infelicidade! E se fosse, seria melhor ser infeliz com a certeza de uma vida injusta que a felicidade dos tolos que se apóiam na massa para compartilhar o que não sabem. Não sabem de onde vieram, não sabem pra quem reclamar, não sabem se vão votar, não sabem aonde vai dar a vida... tudo o que sabem é que só Deus sabe. Esse tipo de gente só serve pra fazer os homens do negócio prosperarem. Elas não enriquecem Deus, e nem se enriquecem de Deus. Elas só servem pra pastar o que está estirado pra elas. Elas não passam da cerca, porque é cômodo, como para todo rebanho, abaixar a cabeça e esperar de Deus a sombra, a água e, claro, o condutor... o pastor.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
O Retorno da Cedae
Episódio VI
Após 4 anos sem enfrentar as forças rebeldes
comunitárias que exigem da CEDAE uma participação
mais ativa em seus municípios, finalmente o
império dos vazamentos subterrâneos está de volta
para cumprir com o recado político de final de
mandato...
O Império dos Vazamentos volta à cidade do Rio de
Janeiro, que até então se enganava ao pensar que
agentes da prefeitura se engajavam apenas na
árdua tarefa de cortar grama. As obras faraônicas
do Império destroem partes do asfalto da morte e
cavam a fundo para mostrar seu serviço ao Milorde
Maia.
Em face a tudo isso, as forças rebeldes comunitárias
se dividem entre aqueles que acham que essas obras
fazem parte de um novo começo para candidaturas e
aqueles que têm certeza que fazem parte de um novo
começo para candidaturas. As forças, dividas entre
axismos e certezas, fraquejam novamente e preparam-se
para votar mais uma vez na centenária máquina do mal
que prepara seres de outros planetas, como Solange
Amaral, a eterna Jandira, Eduardo Paes e ecos
distantes e engraçados como Guaraná e Painho.
A urna de votos abre sua cúpula para abocanhar votos
de um povo de ursinhos bonachão que dão tudo de si
para acreditar que suas "armas" polivalentes fazem
alguma diferença no espaço infinito de mentes vazias.
Na era mais negra do Sistema Escorial, as obras nos
subterrâneos se encerram e fica-se na espera do
que poderá acontecer de novo nos bairros locais.
Sem esperanças e desiludida, parte da força deseja
migrar para os States, lugar do maior tirano do Mal,
mil vezes superior a Milorde Maia, que detém o poder.
Nos States, as forças rebeldes comunitárias deparam-se
com empregos de garçom e faxineiro, lugares definitivos
da morada de um brasileiro acéfalo, mas que pensa que
pelo menos lá o tutu (moeda cérebro-espacial) é mais
garantido.
Após a ilusão das obras da poderosa CEDAE, o povo então
retorna às urnas, e finge que uma nova e importante saga
terá início...
Após 4 anos sem enfrentar as forças rebeldes
comunitárias que exigem da CEDAE uma participação
mais ativa em seus municípios, finalmente o
império dos vazamentos subterrâneos está de volta
para cumprir com o recado político de final de
mandato...
O Império dos Vazamentos volta à cidade do Rio de
Janeiro, que até então se enganava ao pensar que
agentes da prefeitura se engajavam apenas na
árdua tarefa de cortar grama. As obras faraônicas
do Império destroem partes do asfalto da morte e
cavam a fundo para mostrar seu serviço ao Milorde
Maia.
Em face a tudo isso, as forças rebeldes comunitárias
se dividem entre aqueles que acham que essas obras
fazem parte de um novo começo para candidaturas e
aqueles que têm certeza que fazem parte de um novo
começo para candidaturas. As forças, dividas entre
axismos e certezas, fraquejam novamente e preparam-se
para votar mais uma vez na centenária máquina do mal
que prepara seres de outros planetas, como Solange
Amaral, a eterna Jandira, Eduardo Paes e ecos
distantes e engraçados como Guaraná e Painho.
A urna de votos abre sua cúpula para abocanhar votos
de um povo de ursinhos bonachão que dão tudo de si
para acreditar que suas "armas" polivalentes fazem
alguma diferença no espaço infinito de mentes vazias.
Na era mais negra do Sistema Escorial, as obras nos
subterrâneos se encerram e fica-se na espera do
que poderá acontecer de novo nos bairros locais.
Sem esperanças e desiludida, parte da força deseja
migrar para os States, lugar do maior tirano do Mal,
mil vezes superior a Milorde Maia, que detém o poder.
Nos States, as forças rebeldes comunitárias deparam-se
com empregos de garçom e faxineiro, lugares definitivos
da morada de um brasileiro acéfalo, mas que pensa que
pelo menos lá o tutu (moeda cérebro-espacial) é mais
garantido.
Após a ilusão das obras da poderosa CEDAE, o povo então
retorna às urnas, e finge que uma nova e importante saga
terá início...
Gorjeta
Como se não bastasse a mendicância por toda parte dessa região de pobres esgarçados que é o Rio de Janeiro, o cidadão, ao invés de retaliar essas ações, passou a ter mania de dar gorjeta. Flanelinha agora quase não é debatido. Virou simplesmente um coitado que está ali pra ter "unzinho" porque a vida não lhe trouxe sorte.
Este pensamento é um dos potenciais fracassos da nossa sociedade. É isso o que faz o menino das bolinhas no sinal pensar da vida que um simples ato inocente daqueles vai lhe trazer benefícios, porque existe sempre uma escória que vai lá e lhe dá dinheiro. No carro, lugar onde as pessoas pensam na vida, ou não, há sempre um espaço no corpo pra disparar o automático e fazer aquele gestual com a mão pra fora pra entregar para o moleque que pede. Daí, quando a cidade fica populada deles e o lixo cresce, porque essas pessoas migram naturalmente, reclama-se que a cidade está uma vergonha com crianças nos sinais! Ora, a porra dos cidadãos não ajudam! Não tem que dar dinheiro, cambada! Não tem que alimentar falsas esperanças para esses garotos! Você paga impostos e à porra do governo pra sustentar o povo. Não é você que tem que dar nada!
Não diria o mesmo para ambulantes que vendem, porque venda é trabalho. Mas água no vidro e bolinha é sacanagem! É mais do que não prestar atenção nos valores, é ridicularizar o que aquele garoto está tentando fazer. Quer dizer... nunca se ensina nesta terra!
O flanela fica ali... sem talão e você acha super normal colocar R$7,00 na mão do encostado. O imbecil é quem dá! Ele é o esperto que deveria estar tomando uma surra a cada vez que aparecesse em uma rua. O povinho fica com medo de enfrentar. TEM QUE ENFIAR A PORRADA MESMO! E foda-se. Afaste o encostado da sua rua, do lugar onde os carros deveriam estacionar gratuitamente porque já se paga muito por isso. Guarde seu dinheiro, idiota. Arranhou seu carro? Junta uma galera e vai lá e estoura o filho da puta! É assim que se age, cambada. Não é arregaçando a carteira pra malandro, escória humana! Vocês são os piores vilões de si mesmos. Não lutam por porra nenhuma e vão reclamar nas discussões familiares.
Continuem comprando também talões lotéricos. Façam isso sempre! Continuem alimentando uma máquina de falsas esperanças... Porque SEMPRE PODE ser você! Olha lá o seu tio velho, anos a fio jogando e sempre na miséria. As possibilidades por jogo sempre serão de milhões pra um. A cada jogo! Isso não diminui. Você passa sua vida inteira dando dinheiro de graça para o governo e depois vai reclamar dos impostos altos.
É hora de amar mais seu dinheiro e parar de ficar jogando notas na sarjeta, escória. Porque o desperdício é enorme e pessoas certas precisam dele.
Este pensamento é um dos potenciais fracassos da nossa sociedade. É isso o que faz o menino das bolinhas no sinal pensar da vida que um simples ato inocente daqueles vai lhe trazer benefícios, porque existe sempre uma escória que vai lá e lhe dá dinheiro. No carro, lugar onde as pessoas pensam na vida, ou não, há sempre um espaço no corpo pra disparar o automático e fazer aquele gestual com a mão pra fora pra entregar para o moleque que pede. Daí, quando a cidade fica populada deles e o lixo cresce, porque essas pessoas migram naturalmente, reclama-se que a cidade está uma vergonha com crianças nos sinais! Ora, a porra dos cidadãos não ajudam! Não tem que dar dinheiro, cambada! Não tem que alimentar falsas esperanças para esses garotos! Você paga impostos e à porra do governo pra sustentar o povo. Não é você que tem que dar nada!
Não diria o mesmo para ambulantes que vendem, porque venda é trabalho. Mas água no vidro e bolinha é sacanagem! É mais do que não prestar atenção nos valores, é ridicularizar o que aquele garoto está tentando fazer. Quer dizer... nunca se ensina nesta terra!
O flanela fica ali... sem talão e você acha super normal colocar R$7,00 na mão do encostado. O imbecil é quem dá! Ele é o esperto que deveria estar tomando uma surra a cada vez que aparecesse em uma rua. O povinho fica com medo de enfrentar. TEM QUE ENFIAR A PORRADA MESMO! E foda-se. Afaste o encostado da sua rua, do lugar onde os carros deveriam estacionar gratuitamente porque já se paga muito por isso. Guarde seu dinheiro, idiota. Arranhou seu carro? Junta uma galera e vai lá e estoura o filho da puta! É assim que se age, cambada. Não é arregaçando a carteira pra malandro, escória humana! Vocês são os piores vilões de si mesmos. Não lutam por porra nenhuma e vão reclamar nas discussões familiares.
Continuem comprando também talões lotéricos. Façam isso sempre! Continuem alimentando uma máquina de falsas esperanças... Porque SEMPRE PODE ser você! Olha lá o seu tio velho, anos a fio jogando e sempre na miséria. As possibilidades por jogo sempre serão de milhões pra um. A cada jogo! Isso não diminui. Você passa sua vida inteira dando dinheiro de graça para o governo e depois vai reclamar dos impostos altos.
É hora de amar mais seu dinheiro e parar de ficar jogando notas na sarjeta, escória. Porque o desperdício é enorme e pessoas certas precisam dele.
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